Segue um questionamento a partir da crise da TAM enviado para publicação por um leitor do Pró-RP. Aliás, a crise da TAM, do aeroporto de Congonhas e o caos aéreo dão muito pano para manga aqui neste fórum.
O espaço está aberto para quem quiser comentar a respeito. Quem quiser enviar um post maior, mande para o e-mail pro.relp@gmail.com.
Em tempo: em função de um comentário anônimo que foi publicado há um tempo atrás de maneira pouco educada, infelizmente tive que eliminar a possibilidade de comentários anônimos. Todos podem colocar seus posicionamentos e fazer argumentações aqui, mas sempre de maneira ética, clara e honesta, conforme os princípios das RP.
Como agir em uma crise, com a emoção ou com a razão?
Por Pedro Prochno*
Na última terça-feira (17/7) a TAM entrou, novamente, em uma grande crise (em todos os sentidos). A última pela qual a empresa tinha passado ocorreu em 31 de outubro de 1996 quando um Fokker 100 caiu, 25 segundos após decolar, em uma área residencial no entorno do aeroporto de Congonhas. Em matéria recente publicada pela revista Época (23/7/2007 pg. 44 - http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG78143-6009-479,00.html) é feita uma análise (superficial, é claro) dos prós e contras das ações de gerenciamento de crise da TAM neste e no outro acidente, e também entre a TAM e a GOL que passou por crise semelhante 10 meses atrás.
Um ponto interessante e que gostaria de abordar aqui é o uso do emocional e do racional no gerenciamento da crise e, principalmente, no contato com os envolvidos (ou famílias dos envolvidos). A matéria mostra que a TAM preparou um plano de gerenciamento de crises após o primeiro desastre que aconteceu, porém tal plano não era "completo" (leia-se perfeito - afinal de contas lidamos com hipóteses e suposições certo?). Este plano e, de acordo com a análise dos jornalistas, leva em conta manuais internacionais de acidentes aéreos que defendem a informação primeiro para a família das vítimas e depois para o público. Eles fazem um contraponto dizendo que a GOL seguiu linhas próprias, mais emotivas e assim conquistou a simpatia e confiança das pessoas.
Sabemos que diferentes situações requerem diferentes atitudes, porém, como devemos analisar ambas as formas de se abordar um problema muito parecido? Existe certo e errado, ou maneira mais adequada? Em sua opinião, qual seria a maneira mais eficaz/eficiente de se portar perante um desastre aéreo? Para a discussão deste tópico recomenda-se a leitura do artigo (Revista Época 23/7/2007 pg. 44 - http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG78143-6009-479,00.html).
* Pedro Prochno é aluno do 6º semestre do curso de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo e estagiário de Relações com a Imprensa do Banco Real.
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terça-feira, 24 de julho de 2007
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Breve relato sobre o 10º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa
Como prometi numa postagem anterior, agora faço um pequeno resumo sobre o evento.
O 10º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa aconteceu nos dias 15, 17 e 18 de maio, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, promovido, como de costume, pela MegaBrasil Comunicação. O evento trouxe experiências de organizações do setor privado e público, inclusive de agências de comunicação, que foram compartilhadas com todos os presentes tanto nas plenárias quanto nas palestras segmentadas.
O grande recado do congresso é a necessidade imperiosa de darmos atenção às novas mídias, uma vez que são, atualmente, veículos de alcance maior que as mídias tradicionais, capazes de promover e arruinar a reputação organizacional com velocidade e impacto até pouco tempo inimagináveis. Conseqüentemente, torna-se também imperiosa a necessidade de se realizar um monitoramento das informações veiculadas sobre as empresas em sites, comunidades virtuais e blogs, tanto corporativos quanto de internautas formadores de opinião, dando-lhes a devida atenção e utilizando os mesmos instrumentos e linguagem desse ambiente para interagir com o público. Tal monitoramento pode ser realizado manualmente, entretanto, o mercado já dispõe de softwares capazes de fazê-lo, apresentando os resultados sob diferentes formas, de acordo, com os critérios estabelecidos pelos profissionais responsáveis pela comunicação organizacional.
Outro tema que teve grande destaque foi a Administração ou Gerenciamento de Crise. Pelo que pôde ser observado, as organizações que já estão conscientes da importância da reputação organizacional estão dando especial atenção à identificação e categorização de riscos com vistas à sua prevenção, bem como ao desenvolvimento de planos de gerenciamento tanto da crise como da comunicação de crise. Muitas das agências que trabalham com comunicação corporativa já mantêm uma equipe especializada e desenvolveram metodologias específicas para atender clientes cuja demanda seja voltada para o gerenciamento de crise.
Os temas sustentabilidade e desenvolvimento sustentável também estiveram presentes, sob o enfoque da importância desses conceitos e da adoção dos seus princípios pelas organizações, uma vez que, ao demonstrarem o comprometimento empresarial com o futuro do planeta, influenciam positivamente na reputação corporativa. Foi enfatizada a importância da comunicação corporativa em todo o processo da sustentabilidade nas organizações, desde o trabalho de disseminação dos conceitos e sua apropriação pelos colaboradores até a divulgação dos resultados. Na ocasião, o congresso trouxe para os participantes o primeiro ranking de empresas brasileiras bem-sucedidas na comunicação de seus projetos de Sustentabilidade.
O evento contou com palestrantes nacionais e internacionais relevantes no cenário da comunicação corporativa e, embora sem premeditação, fez jus à notoriedade que as novas mídias e a web 2.0 receberam. Rick Murray, presidente do me2revolution, área recém criada pela Edelman mundial que identifica e testa novas formas de comunicação, e que havia confirmado a presença no congresso, não tendo podido viajar devido a imprevistos profissionais, manifestou-se por videoconferência, inclusive interagindo com os participantes, ouvindo e respondendo aos questionamentos feitos.
Cabe observar que, lamentavelmente, poucos foram os acadêmicos que estiveram presentes ao evento, tanto docentes quanto discentes. Tomando-se a realidade do magistério superior no Brasil, pelo menos na nossa área e especialmente nas instituições de ensino superior privadas, raramente os professores podem manter uma atividade profissional paralela à docência e nem sempre conseguem manterem-se atualizados em relação à realidade do mercado corporativo. A participação da academia nesses eventos deveria ser estimulada e apoiada pelas instituições, como forma de reciclagem tanto dos professores quanto dos conteúdos vistos em sala de aula, bem como dos currículos dos cursos, de maneira a melhor preparar os alunos e futuros profissionais.
Em síntese, o evento foi um sucesso, tendo deixado em todos a sensação de aprimoramento do conhecimento e grandes expectativas para a próxima edição, prevista para maio de 2008.
O 10º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa aconteceu nos dias 15, 17 e 18 de maio, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, promovido, como de costume, pela MegaBrasil Comunicação. O evento trouxe experiências de organizações do setor privado e público, inclusive de agências de comunicação, que foram compartilhadas com todos os presentes tanto nas plenárias quanto nas palestras segmentadas.
O grande recado do congresso é a necessidade imperiosa de darmos atenção às novas mídias, uma vez que são, atualmente, veículos de alcance maior que as mídias tradicionais, capazes de promover e arruinar a reputação organizacional com velocidade e impacto até pouco tempo inimagináveis. Conseqüentemente, torna-se também imperiosa a necessidade de se realizar um monitoramento das informações veiculadas sobre as empresas em sites, comunidades virtuais e blogs, tanto corporativos quanto de internautas formadores de opinião, dando-lhes a devida atenção e utilizando os mesmos instrumentos e linguagem desse ambiente para interagir com o público. Tal monitoramento pode ser realizado manualmente, entretanto, o mercado já dispõe de softwares capazes de fazê-lo, apresentando os resultados sob diferentes formas, de acordo, com os critérios estabelecidos pelos profissionais responsáveis pela comunicação organizacional.
Outro tema que teve grande destaque foi a Administração ou Gerenciamento de Crise. Pelo que pôde ser observado, as organizações que já estão conscientes da importância da reputação organizacional estão dando especial atenção à identificação e categorização de riscos com vistas à sua prevenção, bem como ao desenvolvimento de planos de gerenciamento tanto da crise como da comunicação de crise. Muitas das agências que trabalham com comunicação corporativa já mantêm uma equipe especializada e desenvolveram metodologias específicas para atender clientes cuja demanda seja voltada para o gerenciamento de crise.
Os temas sustentabilidade e desenvolvimento sustentável também estiveram presentes, sob o enfoque da importância desses conceitos e da adoção dos seus princípios pelas organizações, uma vez que, ao demonstrarem o comprometimento empresarial com o futuro do planeta, influenciam positivamente na reputação corporativa. Foi enfatizada a importância da comunicação corporativa em todo o processo da sustentabilidade nas organizações, desde o trabalho de disseminação dos conceitos e sua apropriação pelos colaboradores até a divulgação dos resultados. Na ocasião, o congresso trouxe para os participantes o primeiro ranking de empresas brasileiras bem-sucedidas na comunicação de seus projetos de Sustentabilidade.
O evento contou com palestrantes nacionais e internacionais relevantes no cenário da comunicação corporativa e, embora sem premeditação, fez jus à notoriedade que as novas mídias e a web 2.0 receberam. Rick Murray, presidente do me2revolution, área recém criada pela Edelman mundial que identifica e testa novas formas de comunicação, e que havia confirmado a presença no congresso, não tendo podido viajar devido a imprevistos profissionais, manifestou-se por videoconferência, inclusive interagindo com os participantes, ouvindo e respondendo aos questionamentos feitos.
Cabe observar que, lamentavelmente, poucos foram os acadêmicos que estiveram presentes ao evento, tanto docentes quanto discentes. Tomando-se a realidade do magistério superior no Brasil, pelo menos na nossa área e especialmente nas instituições de ensino superior privadas, raramente os professores podem manter uma atividade profissional paralela à docência e nem sempre conseguem manterem-se atualizados em relação à realidade do mercado corporativo. A participação da academia nesses eventos deveria ser estimulada e apoiada pelas instituições, como forma de reciclagem tanto dos professores quanto dos conteúdos vistos em sala de aula, bem como dos currículos dos cursos, de maneira a melhor preparar os alunos e futuros profissionais.
Em síntese, o evento foi um sucesso, tendo deixado em todos a sensação de aprimoramento do conhecimento e grandes expectativas para a próxima edição, prevista para maio de 2008.
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