sexta-feira, 7 de março de 2008

Dia Internacional da Mulher

Alma de Mulher

Nada mais contraditório do que ser mulher...
Mulher que pensa com o coração,
age pela emoção e vence pelo amor.
Que vive milhões de emoções num só dia
e transmite cada uma delas, num único olhar.
Que cobra de si a perfeição
e vive arrumando desculpas para os erros daqueles a quem ama.
Que hospeda no ventre outras almas, dá a luz,
e depois fica cega, diante da beleza dos filhos que gerou.
Que dá as asas, ensina a voar mas não quer ver partir os pássaros,
mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.
Que se enfeita toda e perfuma o leito,
ainda que seu amor nem perceba mais tais detalhes.
Que como uma feiticeira transforma em luz e sorriso as dores que sente na alma,
só pra ninguém notar.
E ainda tem que ser forte, para dar os ombros para quem neles precise chorar.
Feliz do homem que por um dia souber entender a Alma da Mulher!
Autor: Alexandre Araújo

terça-feira, 4 de março de 2008

Competências de RP são reconhecidas como importantes para cargos de presidência

A última edição da revista Veja (ed. 912, ano 42, nº 3, de 27/02/2008) tem como reportagem de capa a procura das empresas por presidentes capacitados para tanto. No decorrer da matéria surge uma descrição de competências típicas do profissional de Relações Públicas que são vistas como decisivas a ponto de se sobreporem a habilidades técnicas dos pontenciais candidatos, conforme o setor de atuação da empresa no mercado.
Segue a trancrição do trecho em questão:
Não se trata apenas de escolher um profissional qualificado, com capacidade administrativa, habilidades de liderança e visão estratégica. Além de tudo isso, busca-se um perfil de executivo que consiga se relacionar com o que os americanos chamam de stakeholders -- acionistas, clientes, fornecedores e funcionários. Em certa medida, o executivo-chefe passou a ser uma espécie de personificação da empresa, seja frente ao mercado, seja perante os funcionários. Um presidente é, também, uma espécie de relações-públicas. Dependendo do setor em que a empresa atua, essa qualidade é tão crucial que chega a se impor a todas as credenciais técnicas.
A mudança de comportamento dos públicos e do mercado traz à tona a importância da capacidade de relacionamento e inter-relacionamento dos executivos nas organizações deste século 21. Ao que tudo indica, inicia-se uma nova era em que, finalmente, são reconhecidas e valorizadas as habilidades e conhecimento dos profissionais de relações públicas no Brasil e no mundo, quando descobre-se que sem saber interagir com os públicos, tudo fica mais difícil; que, afinal, como sabemos, as empresas são feitas "de gente para gente", e que o ser humano é, acima de tudo, um ser social, que preza as relações que estabelece com seus pares.

Amém!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

RP é networking?

Para quem não leu nem ficou sabendo, no dia 8 de fevereiro, sexta-feira, a Gazeta Mercantil publicou a seguinte matéria, de autoria da jornalista Cláudia Matarazzo, atual chefe do Cerimonial do Governo do Estado de São Paulo:

Você é bom na hora de fazer networking?

8 de Fevereiro de 2008

A palavra é em inglês, mas, como agora estamos em tempos de abrasileirar os termos estrangeiros, podemos simplificar networking para "relações públicas". Conversar, bater papo, ir a festas, passeios, shows, coquetéis e eventos em geral, também é trabalho. E muitas vezes pode ser tão importante quanto as horas passadas na empresa ou em reuniões de negócios. Hoje, não basta ser apenas profissional, é preciso conviver e circular. Fácil, para quem é desinibido, sociável e bom de lábia. Nem tanto para quem é mais tímido ou mesmo para os mais objetivos que gostam resultados imediatos. Há também quem não saiba como se comportar em determinados tipos de situações como coquetéis ou eventos puramente sociais com muita gente circulando.

Calma. Na verdade o mais importante é estar preparado para agir com elegância qualquer que seja a ocasião: um churrasco na casa do seu chefe ou uma vernissage. Como estas reuniões são fundamentais para o profissional que deseja crescer e mostrar o seu trabalho, além dos corredores da empresa é importante lembrar de focar no que realmente interessa. Sem perder a capacidades de divertir-se também, pois ninguém é de ferro.

Básico: é para se divertir, mas não para beber além da conta. Sobriedade é o ponto de partida para o rendimento de qualquer encontro a contento de ambas as partes. Pelo menos no início da conversa evite falar de religião e política. Até conhecer melhor o chão onde está pisando. Comece com comentários sobre fatos do dia, ou mesmo sobre a campanha da seleção.

Se perceber que o assunto profissional não é o tema dominante não insista. Se for o caso, marque um encontro ou avise que você liga para conversarem melhor outra hora. Se for um evento entre políticos não há como fugir do assunto - e, como este é um ano eleitoral é bom deixar clara sua opinião. Mesmo assim vá com calma: seja firme nas suas posições, sem se inflamar demais.

Em noite de autógrafos, mesmo que seja muito íntimo do autor, não tente furar a fila. Também não dá para chegar até ele de mãos abanando. Compre o livro, e não demore na conversa: seja rápido, pois há outros na fila esperando. Você quer se apresentar a alguém que admira há tempos. Ótimo. Apenas, tenha cuidado para não agir como um fã adolescente. Apresente-se, manifeste a sua admiração e, mais uma vez seja rápido, para não ser lembrado como um chato de galocha.

Para aproveitar melhor o seu compromisso, não passe a noite conversando com uma só pessoa: circule e, na medida do possível, participe de mais de um grupo. O quê fazer quando dá um branco total? Qual é mesmo o nome dele? De onde eu conheço? Onde ele trabalha? O jeito é mostrar-se satisfeito pelo encontro, conversar e prestar atenção às deixas que possam indicar quem é a pessoa. Se for o contrário e você perceber que ele não o/a está reconhecendo, apresente-se novamente.

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7)(Claudia Matarazzo - Jornalista, consultora e palestrante de etiqueta e atual chefe do Cerimonial do Governo do Estado de São Paulo. Autora de " Negócios, negócios - etiqueta faz parte", "Gafe não é Pecado" e "Etiqueta sem frescura". )

Sim, eu sei que muita gente ainda não sabe o que é relações públicas nem o que faz o profissional de RP. Sim, eu sei que tem gente que confunde RP com um monte de outras coisas. Mas, dói ler isso vindo justamente de uma colega de comunicação social, e que, ainda, é chefe do Cerimonial do Governo do Estado de São Paulo. Aliás, cerimonial e protocolo é atividade de Relações Públicas, né gente?

Por essas e por outras, sempre que puderem, indiquem livros e materiais que expliquem o que é e o que fazem as relações públicas. Se for o caso, mandem os links das postagems que fiz aqui no Pró-RP sobre isso: O que NÃO É Relações Públicas e O que É Relações Públicas. Está nas mãos de cada um de nós divulgarmos a nossa profissão e atividade. Se queremos ser compreendidos, reconhecidos e valorizados, nós mesmos temos que lutar por isso e assumir essa missão. Cada um de nós, individual e coletivamente, pró-RP!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Relações Públicas e Sustentabilidade

Vamos iniciar as postagens de 2008 com um tema que acho interessantíssimo!

Li a versão impressa do "Guia de Sustentabilidade para as Empresas", da coleção de Cadernos de Governança Corporativa do IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e que está disponível para download em http://www.ibgc.org.br/imagens/StConteudoArquivos/IBGC_2007_Guia_de_Sustentabilidade_cgc.pdf.

Tive a satisfação de encontrar as relações públicas entremeadas em vários pontos do texto, referidas direta ou indiretamente, como meio indiscutível de promover as boas práticas de governança corporativa e desenvolvimento sustentável nas organizações. Muitas vezes comentei em sala de aula sobre a importância das RP para a sustentabilidade e busquei trazer subsídios para os alunos. Pena que ainda não tinha tido contato com o “Guia..”.

A seguir, transcrevo alguns trechos nos quais ressaltei, em cor laranja, os pontos que se relacionam às RP.

1.2 Conexão com as melhores práticas de governança corporativa do IBGC
c) De acordo com o quarto princípio, Responsabilidade Corporativa, conselheiros e executivos devem zelar pela longevidade das organizações e, portanto, incorporar considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações. Isso implica em uma visão mais ampla da estratégia empresarial, contemplando os relacionamentos da organização num espectro mais abrangente. (p. 12)

2.1 Sustentabilidade
c) A noção de capital social utilizada neste documento está associada à qualidade das relações entre pessoas e grupos na sociedade, sendo o nível de confiança um fator essencial. (...) (p. 14)

2.2 Sustentabilidade nas empresas
b) Para o setor empresarial o conceito de sustentabilidade representa uma abordagem inovadora de se fazer negócios, no sentido de sustentar a viabilidade econômico-financeira dos empreendimentos e, ao mesmo tempo, preservar a integridade ambiental para as gerações atuais e futuras e construir relacionamentos mais harmoniosos na sociedade, resultando numa reputação positiva e sólida. (p. 15)
d) Como conseqüência a empresa poderá melhorar a qualidade do capital social (respeitando a diversidade cultura e os interesses dos diversos públicos, direta e indiretamente envolvidos no negócio ou impactados pelo mesmo) e reduzir - ou otimizar - o uso de recursos naturais e seu impacto sobre o meio ambiente. (p. 16)

2.2.2 - Intangíveis e externalidades
b) Ativos intangíveis são direitos, sem representação física, que dão à empresa uma posição exclusiva ou preferencial no mercado, ou seja, contribuem para o seu valor econômico. Alguns de seus aspectos podem ser registrados na contabilidade (ex.: gastos com marcas e patentes, concessões públicas, direitos de reprodução, licenças) enquanto outros, apesar de sua contribuição para o valor da empresa, ainda não são contabilizados (ex.: carteira de clientes, reputação da empresa). (p. 17)
e) A responsabilidade pelas externalidades coloca a ética de negócios numa perspectiva comportamental mais abrangente, ou mesmo global, com impacto na reputação da empresa. (p. 17)

3.1 Sustentabilidade e o valor econômico das empresas
e) A seguir, uma lista de possíveis impactos nos direcionadores de valor decorrentes de aspectos ligados à sustentabilidade:i) Receitas: reação da base de clientes à postura da empresa; identificação de oportunidades de mercado a partir de um maior entendimento das partes interessadas; (...). (p. 19)

3.2 Impacto na reputação e na licença para operar
b) A reputação da empresa, que compõe o seu valor econômico, é uma conseqüência do conjunto de ações e da sua postura ao longo do tempo. (p. 20)
d) Toda empresa necessita, em última análise, da licença da sociedade para iniciar e manter suas operações ao longo do tempo. Parte dessa licença é formal (...) e outra, mais ampla e intangível, é informal e traduz o grau de aceitação e aprovação de suas atividades. É nesta última que reside um novo foco de atenção dos administradores e gestores, para cultivar essa licença ou evitar o risco de desgaste ou perda. (p. 20)


4.2 Mudanças de Estágio*


*Nesta figura consta que a passagem do estágio 2 para o 3 das ações de sustentabilidade nas empresas são motivadas por pelo menos três questões: a ecoeficiência, ameaças regulatórias e crises de relações públicas. (p. 24)

5.1 Sustentabilidade nas definições institucionais e na estratégia
5.1.1 - Inserção nas definições institucionais

b) A declaração em forma de valores e um código de conduta da organização devem ser instrumentos de orientação para a administração, e de comunicação para a sociedade, sobre a decisão de adotar os princípios da sustentabilidade. (p. 26)

5.1.2 - Conexão com a estratégia
f) As práticas de sustentabilidade adotadas pela empresa devem ser disseminadas ao longo de toda a cadeia produtiva, tanto a montante (nas atividades anteriores à atuação da empresa, ligadas aos fornecedores, por exemplo) como a jusante (nas atividades posteriores à atuação da empresa, relacionadas aos clientes, por exemplo), por meio de mecanismos formais constantes de contratos ou acordos de parceria. (p. 27)

5.2.2 - Metas e acompanhamento dos resultados
a) Qualquer sistema de indicadores deve assegurar que o discurso institucional e a ação efetiva estejam devidamente alinhados (walk the talk). (...). (p. 27)

d) Não se deve tratar como "resultados" os esforços da empresa (por exemplo, "o número de pessoas capacitadas por um projeto") e sim os benefícios efetivamente advindos (por exemplo, em que medida a capacitação propiciada pelo projeto melhorou - ou não - a vida do público atingido). (p. 28)

Este último item, em especial, é uma questão sobre a qual venho insistindo muito quando se fala em resultados de comunicação social ou relações públicas. Não adianta relatarmos quantas pessoas participaram de um treinamento ou evento, por exemplo, mas sim o quanto essa participação interferiu nas atividades e na vida pessoal ou profissional dos participantes. É absolutamente necessário que sejam previstos e desenvolvidos mecanismos e ferramentas de mensuração desses resultados, e em que medida esses resultados podem ser considerados satisfatórios.

Enfim, é possível observar que finalmente as relações públicas estão sendo vistas como fundamentais para a reputação corporativa. Talvez seja interessante que busquemos divulgar mais amplamente que quem faz tudo isso relatado acima, e muito mais, é o profissional de relações públicas, que tem formação para tanto. É importante a promoção de palestras e publicação de matérias justamente relacionando a nossa contribuição para a sustentabilidade e às boas práticas de governança corporativa em eventos ligados a esses temas e ao empresariado brasileiro.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Fim de férias

A partir de segunda-feira, 28 de janeiro, pretendo voltar a publicar aqui no blog.

Sinceramente, não consigo entender quem sobrevive tendo férias curtas, tipo uma semana ou dez dias... Para mim, férias de verdade é quando a gente consegue tirar pelo menos 20 dias. Aí é que a gente consegue, mesmo, desligar do trabalho e usufruir do descanso, recarregar a bateria.

Talvez sejam resquícios dos meus tempos de funcionária semi-pública (uma vez que era empresa de economia mista). Podia-se vender dez dias e era-se obrigado a gozar 20 dias de férias.

Por experiência própria:

- na primeira semana a gente ainda está com a cabeça no trabalho, com a diferença que dorme mais - e aproveita para marcar compromissos pessoais, organizar o guarda-roupa e a casa;

- na segunda semana a gente faz tudo o que não tem tempo ou oportunidade de fazer quando está trabalhando, como ir aos médicos, visitar e encontrar amigos, passear no shopping, nos parques, ir ao cinema, etc;

- na terceira semana a gente viaja, de preferência para a praia - se for verão -, ou para a serra - se for inverno.

Se forem os 30 dias de férias, na última semana a gente já está louco para voltar a trabalhar, tocar os projetos que ficaram pendentes, reencontrar os colegas, sentir que se é produtivo e útil.

Aí é que a gente está realmente pronto para voltar ao batente e trabalhar mais um ano, pensando em como será bom ter férias novamente!

Nessas horas, digam o que disserem por aí, é que agradeço por ser brasileira. Vão ver como funcionam as férias em outros países e descubram como a CLT tem coisas boas!

Abraços e a até a semana que vem.