segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A Chave da Excelência Disney - pela 1ª vez no Brasil - em Porto Alegre

O workshop oficial A Chave da Excelência Disney vem pela primeira vez ao Brasil para apresentar os segredos da Disney quanto a liderança, gestão, serviços e lealdade.

O evento acontecerá no dia 25 de setembro, no Centro de Eventos Plaza São Rafael, em Porto Alegre.

Para maiores informações, clique no banner abaixo e aproveite os 10% de desconto na inscrição proporcionados pela parceria com a SOBRATT - Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades. 





domingo, 14 de setembro de 2008

Chat FUNDAMENTO DIGITAL

A Fundamento Comunicação Empresarial inaugura sua nova divisão, a FUNDAMENTO DIGITAL, com um chat que vai acontecer nesta terça-feira, dia 16 de setembro, a partir das 10 horas.

Veja o banner abaixo, clique na imagem para saber os detalhes e clique aqui para fazer seu cadastro para receber seu login para o chat.


Eu também vou estar lá até umas 11 horas!

sábado, 6 de setembro de 2008

Estudo do "case" da transferência

Agora, para quem leu a história toda (isso que eu fui sucinta...), fica o desafio de estudarmos e analisarmos o "case" e tentarmos responder algumas questões.

- A situação toda foi causada por que tipo de problemas?
  • De comunicação?
  • De gestão?
  • De processos?
  • De relacionamento?

- Quem foram os "culpados"?

  • A concessionária?
  • O Poupa-Tempo?
  • O Detran de São Paulo?
  • O Detran do Rio Grande do Sul?
  • O DENATRAN?
  • O CIRETRAN?
  • O governo federal?
  • Os governos estaduais?
  • O governo municipal?
  • Eu (a cliente)?

- Quais seriam (e ainda são) as soluções possíveis?

Quem quiser participar deste estudo de caso, basta postar seus comentários, ou enviar mensagem para o e-mail pro.relp@gmail.com.

Odisséia de uma transferência de veículo – Epílogo

Voltei no Ciretran 5 dias úteis depois.

Para o funcionário que fica fazendo a triagem de quem chega, expliquei que tinha vindo buscar os documentos de transferência.

- Só um momento.

Procurou entre os documentos que ficam dentro de uma caixinha, em ordem alfabética. Terminou e recomeçou. Não estava achando...

- Vou verificar o que houve. É possível que tenha alguma pendência e ainda não tenha sido liberado.

Foi-se o senhor porta a fora ver não sei onde nem com quem o que havia acontecido que o meu documento não tinha chegado. Algum tempo depois ele voltou.

- É, tem uma multa pendente. – Mostrou-me apontando no papel que tinha acabado de imprimir.

Puxa, eu tinha vasculhado tudo e não tinha encontrado nenhuma multa pendente. Pois era uma multa de velocidade aqui de São Bernardo, mas que constava no Detran do Rio Grande do Sul, porque a placa do carro ainda era de lá.

Vim para casa, entrei no site do Detran-RS e imprimi o documento para pagar a multa. Fui no Unibanco e paguei. Dois dias depois voltei ao Ciretran e a resposta foi a mesma: há uma multa pendente no RS.

Não entendi. Mostrei o documento onde constava o pagamento. Mas, o sistema não havia dado baixa. Parece que houve problema de comunicação do sistema... Volte daqui a dois dias.

Voltei. Continuava a multa bela e formosa constando no sistema.

Fui para casa e telefonei para o Detran-RS. O rapaz que me atendeu, muito cordial, explicou-me que o Unibanco não é autorizado para pagamentos do Detran-RS, que o pagamento deveria ser realizado diretamente no Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) ou Banco do Brasil. E ainda aconselhou-me a conseguir que algum amigo ou familiar fosse pessoalmente na boca do caixa, no Rio Grande do Sul, e que mediante o número da placa realizasse o pagamento. A multa sairia imediatamente do sistema do Detran-RS por estarem interligados.

Agradeci e liguei imediatamente para a minha sogra, que é uma pessoa que está sempre disposta a ajudar. Expliquei a situação e ela foi no dia seguinte pagar a multa. Fiquei monitorando o site do Detran-RS. Na noite do dia do pagamento a multa mudou o status de “pendente” para “liquidada”.

Esperei mais dois dias, para ter certeza de que o sistema do Rio Grande do Sul já teria transmitido a informação para São Paulo e voltei no Ciretran. Lá estavam os documentos, novinhos em folha, com o novo número de placa.

- Agora é só a senhora passar lá na casinha azul e colocar as placas.

Peguei o carro, fiz a volta na rua e fui direto para o emplacamento. Deixei o carro lá, na fila, e corri na “casinha azul” para pegar as placas. Estavam lá, esperando por mim! Que bonitas! Nem acreditei...

Daí foi rápido, apresentei os documentos e entreguei as placas para o funcionário. Ele retirou as antigas e colocou as novas em uns dois minutos.

Saí de lá direto para a concessionária, que fica mais ou menos perto. Estacionei na frente da loja, entrei e fui falar com o vendedor que tinha me atendido vinte dias atrás.

- Pronto! Aqui está o documento de transferência.

- Ah, ótimo. Deixa eu falar com a moça da entrega dos veículos para agendarmos.

Telefonou e falou com ela. Desligou e me disse:

- Só tem horário para segunda-feira de manhã.

- Tá brincando! Hoje é sexta-feira, faz exatamente 27 dias que comprei o carro. Será que não dá para a gente fechar a semana amanhã, sábado e terminar essa novela antes que feche um mês do negócio?

- Vou ter que falar com o gerente para ver se ele autoriza.

Foi-se o vendedor falar com o gerente. Enquanto isso, encostei no balcão e pedi um café, para aliviar a tensão. Quando me virei, vi o gerente vindo na minha direção, conversando com outro cliente. Quando ele me vium veio me cumprimentar. Perguntou se estava tudo bem.

- Quase! Finalmente consegui os documentos de transferência do carro e agora, só tem horário para entregarem o novo na segunda-feira. Sinceramente, eu esperava que pudesse passar o final de semana com o carro novo em casa.

- Ah, mas com certeza!

Virou-se e chamou o vendedor.

- Pode falar lá que eu autorizei a entrega para amanhã.

Fomos, o vendedor e eu, até o setor de entrega, e agendamos para o dia seguinte, às 10h 30 a retirada do carro.

Sábado voltei e finalmente consegui fazer a troca dos carros. Ao final de 28 dias, eu deixava meu querido Fiesta antigo e saía com o Fiesta novo. Agora, quando passar por vocês um Fiesta Hatch begezinho, espiem para ver se não sou eu que vou lá, provavelmente com um sorriso de satisfação no rosto. Afinal, nada como enfrentar e superar as dificuldades para dar valor ao que se consegue, não é?

E lembrem-se: se um dia forem morar em outro estado, vendam o carro antes de ir. É mais fácil e dá menos trabalho!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Odisséia de uma transferência de veículo – Parte III

(Depois de um pequeno recesso por razões familiares (além de um pouco de descanso, afinal também sou filha de Deus!), estou de volta pra continuar o relato. Desculpem não ter avisado. Algumas coisas aconteceram de última hora. Espero que todos tenham aproveitado ou estejam aproveitando suas férias e dias de menor trânsito nas ruas para, pelo menos, dormir um pouco mais, assistir televisão, ir ao cinema, colocar a leitura em dia, namorar, ou simplesmente ficar de pés para cima.)

Dia seguinte, levantei cheia de pique, fiz outras coisas que precisava ainda de manhã, nem almocei e fui para o Ciretran. Como eu já havia feito minha nova carteira de habilitação no final do ano passado, sabia onde era. Rodei um pouco para conseguir estacionar do lado oposto da avenida, e lá me fui, com todos os documentos dentro de um envelope plástico. Era meio dia e cinqüenta e cinco minutos. Tinha uma fila na porta, que estava fechada. Daí lembrei: o Ciretran funciona das 8h às 12h e das 13h às 17h. Fecham para o almoço.

Coisa, aliás, que acho difícil de entender não só lá, mas em todos os serviços públicos e mesmo no comércio. Como podem fechar para almoço, se este é o horário que a maioria das pessoas que trabalha em expediente integral pode ir tratar de seus assuntos pessoais? Não seria muito mais lógico se houvesse um revezamento dos funcionários para irem almoçar, de maneira a continuarem atendendo nesse horário? Enfim... Pelo menos no Brasil não existe o horário da “siesta” como em grande parte dos países latinos.

Esperei abrir a porta e, quando fui atendida pelo moço que lá estava em pé fazendo a triagem, ele perguntou se eu já tinha feito a vistoria do carro.

- Não.
Pensei que primeiro tinha que trazer os documentos aqui. Ninguém me avisou que antes era para fazer a vistoria.

- Então a senhora passe naquela casa azul e branca com o carro para fazer a vistoria. Depois que estiver tudo OK, volte aqui.

Ai, ai. Lá fui buscar o carro, fazer a volta, entrar no outro portão, lá adiante, na fila para a vistoria. E tinha váááários carros na fila. Fiquei lá, lendo e corrigindo artigos dos alunos da pós, de vez em quando andando um pouco com o carro para a frente.

Chego na vistoria. Vem um funcionário e pede os documentos. Olha e devolve. Vem outro e começa:

- Farol baixo. Farol alto. Seta para a esquerda. Seta para a direita. Pise no freio. Engate a ré.

E eu fazendo tudo direitinho. Daí a pouco o moço, atrás do carro, diz:

- Faz favor.

Eu olhei para o lado, para a frente, para trás. Vi o moço olhando para a prancheta e anotando. Não, ele não falou comigo.

- Faz favor.

Olhei de novo em volta, para os outros funcionários, para os outros carros. Ninguém falou comigo ou fez qualquer gesto. Que estranho, será que estou ouvindo coisas?

- Faz favor!

Desta vez identifiquei que era mesmo o moço que estava atrás do meu carro que falava em tom de voz mais alto e agora olhando para mim. Botei a cabeça para fora da janela, olhei para ele e perguntei:

- Sim?

- Faz favor.

- Mas faz favor o quê? – quase gritei, meio indignada. Afinal, ele só repetia o “faz favor” e não dizia o que era para eu fazer. Ligar o carro? Andar?

- Faz favor de vir aqui ver uma coisa.

Putz... Podia ter dito antes...

Então ele aponta a placa traseira do carro.

- As lâmpadas da placa estão queimadas. A senhora tem que regularizar isso e trazer o carro outra vez para a vistoria.

Sim, claro. Não poderia ser tão simples. As lâmpadas da placa traseira estão queimadas. Até onde sei, não são itens de segurança obrigatórios por lei (será que isso mudou?). Tudo bem, deve ter sido quando bateram na traseira do meu carro, eu nem tinha notado. Não adianta argumentar nem discutir. Vou atrás de quem arrume isso.

Saí de lá e fui direto numa mecânica que fica na Av. Vergueiro, aqui em São Bernardo (depois eu coloco o nome aqui), onde há pouco tempo atrás eu havia trocado todas as lâmpadas do carro, porque andavam queimando em seqüência. Fui bem atendida lá daquela vez, é uma família de descendentes de japoneses muito simpáticos.

O senhor de mais idade que me recebeu desta vez. Expliquei o que era, e que talvez fosse meio difícil de trocar porque o porta-malas não estava abrindo desde o acidente. Apesar da idade aparentemente avançada, ele não teve problemas pra trocar as duas lampadinhas com rapidez e conseguiu fazer isso sem precisar abrir o porta-malas.

- Muito obrigada! Quanto é?

- R$5,00.

Feliz da vida com a eficiência e eficácia, bem como com o preço baixo, voltei imediatamente para a vistoria. Fila outra vez. Lembrei da Marta “Suplício”: relaxa e goza! Terminei de corrigir todos os artigos dos alunos. Cheguei novamente na vistoria. Apresentei os papéis e já avisei ao senhor que me atendeu:

- Era só para regularizar as lâmpadas da placa traseira. O resto já está tudo OK.

Por sorte ele só verificou isso mesmo, e me liberou. Ufa! Vistoria feita e aprovada.

- E agora? – perguntei ao funcionário.

- Agora a senhora tem que ir naquela porta lá atrás para encaminhar as novas placas da transferência.

- Ah, certo. Como eu faço para chegar ali daqui?

- Ah, não tem jeito. Aqui dentro não tem retorno. A senhora tem que sair, estacionar o carro lá fora e vir a pé.

Sim, claro. Saí e fui achar um lugar para estacionar depois de duas voltas na avenida. Fui até “aquela porta” entreguei o documento, e me disseram que em 5 dias úteis a placa estaria pronta para retirar.

- Certo. E agora?

- Agora a senhora vai levar os outros documentos no escritório do Ciretran lá atrás.

Ah, sim. Aquele onde eu tinha estado antes e precisava ter feito a vistoria. Fui lá. Entreguei os documentos, e de acordo com eles, se não houvesse nada em desabono, multas, IPVA vencido, etc, em 5 dias úteis a transferência de estado estaria concluída e eu poderia retirar a nova documentação do carro: certificado de propriedade, DUT, etc.

Beleza! Entre mortos e feridos, salvaram-se todos! Em uma semana estarei com os documentos na mão e poderei levar meu carro na loja para entregar aos “novos donos” e finalmente retirar meu zerinho. Fui para casa com a sensação de ter descarregado o mundo das costas.

(continua no próximo capítulo)