sexta-feira, 15 de junho de 2007

Breve relato sobre o 10º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa

Como prometi numa postagem anterior, agora faço um pequeno resumo sobre o evento.

O 10º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa aconteceu nos dias 15, 17 e 18 de maio, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, promovido, como de costume, pela MegaBrasil Comunicação. O evento trouxe experiências de organizações do setor privado e público, inclusive de agências de comunicação, que foram compartilhadas com todos os presentes tanto nas plenárias quanto nas palestras segmentadas.

O grande recado do congresso é a necessidade imperiosa de darmos atenção às novas mídias, uma vez que são, atualmente, veículos de alcance maior que as mídias tradicionais, capazes de promover e arruinar a reputação organizacional com velocidade e impacto até pouco tempo inimagináveis. Conseqüentemente, torna-se também imperiosa a necessidade de se realizar um monitoramento das informações veiculadas sobre as empresas em sites, comunidades virtuais e blogs, tanto corporativos quanto de internautas formadores de opinião, dando-lhes a devida atenção e utilizando os mesmos instrumentos e linguagem desse ambiente para interagir com o público. Tal monitoramento pode ser realizado manualmente, entretanto, o mercado já dispõe de softwares capazes de fazê-lo, apresentando os resultados sob diferentes formas, de acordo, com os critérios estabelecidos pelos profissionais responsáveis pela comunicação organizacional.

Outro tema que teve grande destaque foi a Administração ou Gerenciamento de Crise. Pelo que pôde ser observado, as organizações que já estão conscientes da importância da reputação organizacional estão dando especial atenção à identificação e categorização de riscos com vistas à sua prevenção, bem como ao desenvolvimento de planos de gerenciamento tanto da crise como da comunicação de crise. Muitas das agências que trabalham com comunicação corporativa já mantêm uma equipe especializada e desenvolveram metodologias específicas para atender clientes cuja demanda seja voltada para o gerenciamento de crise.

Os temas sustentabilidade e desenvolvimento sustentável também estiveram presentes, sob o enfoque da importância desses conceitos e da adoção dos seus princípios pelas organizações, uma vez que, ao demonstrarem o comprometimento empresarial com o futuro do planeta, influenciam positivamente na reputação corporativa. Foi enfatizada a importância da comunicação corporativa em todo o processo da sustentabilidade nas organizações, desde o trabalho de disseminação dos conceitos e sua apropriação pelos colaboradores até a divulgação dos resultados. Na ocasião, o congresso trouxe para os participantes o primeiro ranking de empresas brasileiras bem-sucedidas na comunicação de seus projetos de Sustentabilidade.

O evento contou com palestrantes nacionais e internacionais relevantes no cenário da comunicação corporativa e, embora sem premeditação, fez jus à notoriedade que as novas mídias e a web 2.0 receberam. Rick Murray, presidente do me2revolution, área recém criada pela Edelman mundial que identifica e testa novas formas de comunicação, e que havia confirmado a presença no congresso, não tendo podido viajar devido a imprevistos profissionais, manifestou-se por videoconferência, inclusive interagindo com os participantes, ouvindo e respondendo aos questionamentos feitos.

Cabe observar que, lamentavelmente, poucos foram os acadêmicos que estiveram presentes ao evento, tanto docentes quanto discentes. Tomando-se a realidade do magistério superior no Brasil, pelo menos na nossa área e especialmente nas instituições de ensino superior privadas, raramente os professores podem manter uma atividade profissional paralela à docência e nem sempre conseguem manterem-se atualizados em relação à realidade do mercado corporativo. A participação da academia nesses eventos deveria ser estimulada e apoiada pelas instituições, como forma de reciclagem tanto dos professores quanto dos conteúdos vistos em sala de aula, bem como dos currículos dos cursos, de maneira a melhor preparar os alunos e futuros profissionais.

Em síntese, o evento foi um sucesso, tendo deixado em todos a sensação de aprimoramento do conhecimento e grandes expectativas para a próxima edição, prevista para maio de 2008.

5 comentários:

  1. Oi,Ana!

    Os preços do congresso estavam nas alturas! Eu queria teria ter ido pelo menos um dia mas não deu!

    Ainda bem que temos você pra nós informar o que rolou de importante por lá!

    Beijo!

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  2. Realmente estava caro, pelo menos para quem não tem o benefício de a empresa cobrir custos desse tipo. Inclusive conversei com um dos organizadores sobre isso. Eles deram 50% de desconto para professores. Poderia ter estendido essa possibilidade para estudantes da área de comunicação, pelo menos a partir de um determinado semestre, o que, de uma forma ou de outra, aumentaria a freqüência e participação no evento, e ampliaria a divulgação do mesmo.

    Enfim, vamos torcer para que no próximo ano realmente haja algum trabalho no sentido de trazer mais acadêmicos para participar.

    E, ainda não consegui tempo para fazer um relato mais detalhado das palestras e temas debatidos, mas tenho esperança que isso seja possível no período das férias de julho. Assim que eu puder fazer isso, envio para os interessados!

    Beijo e obrigada por continuar prestigiando o Pró-RP!

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  3. oi Ana,

    eu acredito que o principal problema dos públicos ausentes é realmente o custo do evento.
    Fora a inscrição, tem o custo de transporte, hoespedagem e workshops.. caro demais para profissionais e estudantes que vêm de fora de São Paulo.
    Mas obrigada por compartilhar suas impressões. E realmente concordo que as faculdades e universidades devem incentivar e patrocinar a reciclagem do professor.Mas tenho ouvido de professores amigos, que a realidade é outra.
    Abraços

    Marcia

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  4. Certamente o preço é um grande problema, Márcia! Mas se trata de um evento grande, com palestrantes de peso, deve ser complicado fazer preços mais palatáveis.
    Mas, se tivéssemos uma boa ajuda de custo por parte das instituições de ensino superior, ou houvesse algum tipo de parceria com organizações representativas de classe (sindicatos, conselhos, associações, diretórios acadêmicoss...) tudo seria mais fácil. Poderiam até conseguir acomodações para estudantes, e estudantes que residem em São Paulo poderiam alojar os de fora pelo período do congresso.
    Só é necessária organização e pró-atividade.

    Um abraço.

    Ana

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  5. Pedro Souza Pinto22 de junho de 2007 18:26

    Concordo com todos, o preço é o principal.

    Mas acredito que tanto este quantoa ausência dos acadêmscos poderiam ser problemas não eliminados, mas pelo menos diminuídos, se houvesse uma valorização maior de nossos talentos.

    As palestras internacionais são válidas, claro, é importante a troca de cultura. Muita coisa não produzimos aqui. Mas também tenho certeza que nas academias encontra-se muito conhecimento que precisa ser divulgado, muita produção crítica, que poderia ter sido apresentada. Há professores com experiência de mercado para passar.E certamente há também outros profissionais de mercado com boa experiência e coisas importantes a dizer, que seriam um custo muito menor, sem diminuir a qualidade do evento.

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